terça-feira, 21 de maio de 2013

Tombini assegura que inflação irá cair já nos próximos três meses



“Lembro mais uma vez que o Banco Central está vigilante e fará o que for necessário, com a devida tempestividade, para colocar a inflação em declínio no segundo semestre e para assegurar que essa tendência persista nos próximos anos. Nos próximos três meses – maio, junho e julho – a inflação mensal já será menor do que a observada nos primeiros meses de 2013. E no início do segundo semestre, a inflação acumulada em 12 meses começará a cair”.
Segundo o presidente do BC, apesar das oscilações apresentadas pela inflação nos últimos meses, o Banco Central manterá a meta anual de 4,5%. Nas palavras do dirigente, várias projeções do governo e do mercado indicam que a inflação tende a convergir para o centro da meta.

“A nossa meta é de 4,5%. Não abandonamos. Estamos lindando hoje com essa inflação, combatendo isso. Certamente, o nosso objetivo é o centro da meta, inflação de 4,5%”, enfatizou.
Alimentos
Na avaliação do presidente do Banco Central, “um choque de ofertas acima do esperado” no segmento de alimentos contribuiu para manter a inflação brasileira em níveis elevados nos últimos trimestres. Apesar do aparente descontrole inflacionário, Tombini ressaltou que a autoridade monetária promoveu ações “consistentes” para domar o aumento dos preços.
Ele destacou que, desde janeiro, o Banco Central tem demonstrado “preocupação” com os índices de inflação e a “dispersão dos preços” no país. Na ocasião, lembrou Tombini, a instituição indicou que não compartilhava do entendimento que ainda prevalecia em alguns segmentos de que cortes adicionais das taxas básicas de juros da economia seriam apropriados.
“Em março, o Banco Central reafirmou sua preocupação com o cenário prospectivo da inflação. Além disso, sinalizou que, em um futuro próximo, poderia ocorrer uma resposta da política monetária, ou seja, uma elevação da taxa básica de juros”, disse.
Para o dirigente, “não resta dúvida” de que a comunicação é parte integrante do processo de condução da política monetária.
“As mensagens passadas pelo Banco Central determinam mudanças relevantes nas condições financeiras de um modo geral. Mas ações também foram tomadas. A mais relevante foi o início de um ciclo de ajustes na taxa básica de juros na economia”, observou Tombini.
Diante da plateia de parlamentares, o presidente do BC avaliou que o combate à inflação, entre outros benefícios, contribuirá para fortalecer a confiança de empresários e consumidores na economia brasileira.
Tombini participou de audiência pública na Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização (CMO), na Câmara dos Deputados. No encontro, ele apresentou a deputados e senadores a avaliação do cumprimento dos objetivos e metas das políticas monetária, de crédito e cambial referentes ao segundo semestre do ano passado.
Site: g1

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